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terça-feira, 15 de maio de 2012

Ser Matemática


Ser MATEMÁTICA é...
Resolver seus PROBLEMAS.
Acabar com todos os COMPLEXOS.
Saber a sua FUNÇÃO.
E ser DETERMINANTE.
Superar seu LIMITE
Seja qual for a VARIÁVEL.
Ou a sua DERIVADA.
Mas ter sempre a RAZÃO.
Não ser um TERMO INDEPENDENTE.
Estar sempre em CONJUNTO.
Em busca de uma SOLUÇÃO
 
Pesquisa realizada no site:
 http://sites.google.com/site/professorakarolinabrdasilva

quarta-feira, 7 de março de 2012

Coisas da matemática

Um Quociente apaixonou-se
Um dia,
Doidamente,
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E ao falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs:
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar,
Constituir um lar.
Mais do que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
Tão chamado amoroso.
Desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu
A Relatividade.
E tudo o que era espúrio passou a ser
Moralidade.
Como aliás, em qualquer
Sociedade.

Pesquisa realizada no site:
http://users.prof2000.pt/zemaria/Poesia.htm

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Matemática da gênese


Da adição, a soma dos gametos
que se dividem em fração binária,
a matemática hereditária
produz a hipotenusa e os catetos.

A mórula, em dízima periódica,

segue, em geométrica progressão,
até o "ene" da blastulação
desenvolvendo uma sequência lógica.

Forma-se por inteiro o embrião.

A vida se mantém em equação
sobre o mínimo múltiplo comum:

Célula tronco da operação,

o xis quadrado da evolução,
que leva a vida a lugar algum.

Pesquisa realizada no site:
 http://www.overmundo.com.br/banco/matematica-poetica

A matemática das flores

Flores vermelhas, lírios multicores...
mil dúzias de buquês de fantasia.
Mas há a flor que ao talo delicia:
aquela que resume todas flores.

Se cada uma flor tem dois amores:

a gota do orvalho e o beija-flor.
Então é razoável se supor
que há flores quantos são os beija-flores;

E que há tanto orvalho (tanto e quanto),

que nem uma só flor (em qualquer canto)
há de morrer de sede, sem um beijo.

E mesmo uma florzinha desprezada

tem a certeza que será beijada,
pois para cada flor há um desejo.

Pesquisa realizada no site:
  http://www.overmundo.com.br/banco/matematica-poetica

A matemática do sexo


Da adição dos gritos e gemidos
se forma a geometria do prazer!
Um cálculo difícil de fazer
por quaisquer artifícios conhecidos.

Do número de pares divididos

por ene contrações do genital,
resulta um desenho axial
que insere o gozo em todos os sentidos.

Nem mesmo Freud, Édipo, Eletra...

Nem mesmo matemáticos, poetas...
conseguem calcular com precisão.

Pois que na aritmética do sexo

o côncavo mistura-se ao convexo
e torna impossível a solução.

Pesquisa realizada no site:
 http://www.overmundo.com.br/banco/matematica-poetica

A matemática da paixão

De mais de dois mil beijos que te dei,
um beijo apenas dei apaixonado.
E esse beijo nunca mais foi dado
nas muitas outras bocas que beijei.

O beijo foi um xis, posto ao quadrado,

no ene infinito do desejo.
E assim, na matemática do beijo,
o beijo é o amor simplificado.

Pitágoras mostrou, em teorema,

o que poetas mostram em poemas:
A soma do quadrado dos catetos

define a hipotenusa da paixão.

E na raiz de tal equação
estão quatorze versos e um soneto. 

Pesquisa realizada no site:
 http://www.overmundo.com.br/banco/matematica-poetica

A matemática da morte

O corpo entregou-se finalmente
à inércia das moléculas vitais!
O coração que já não bate mais
no peito estagnado do doente,

calado, espera a voz do veredito:

—Morreu! Não há um só sinal de vida!
A alma ri da própria despedida
e sai do corpo em busca do infinito.

Há uma inteligência soberana

por trás das aparências desumanas,
que criam-se da morte em nossa mente.

Pois é na matemática da morte

que cada um calcula a sua sorte
e o quanto mereceu ter sido gente.


Pesquisa realizada no site:
 http://www.overmundo.com.br/banco/matematica-poetica

A matemática da vida

O gene, uma fração do cromossoma,
nucleotídeos postos em sequência
conforme os ditames da ciência
na multiplicidade do genoma.

Os cromossomas são frações binárias

que se dispõem no núcleo celular.
Em cada espécie pode-se notar
que há uma quantia necessária:

Sessenta e quatro conta o cavalo,

os seus setenta e oito tem o galo
e o ser humano tem quarenta e seis.

O porco tem quarenta, a mosca oito;

cada macaco tem quarenta e oito
e o avoante, apenas dezesseis.

Pesquisa realizada no site: 
 http://www.overmundo.com.br/banco/matematica-poetica

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Coisas da matemática

Um Quociente apaixonou-se
Um dia,
Doidamente,
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E ao falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs:
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar,
Constituir um lar.
Mais do que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
Tão chamado amoroso.
Desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu
A Relatividade.
E tudo o que era espúrio passou a ser
Moralidade.
Como aliás, em qualquer
Sociedade.

                                        Autor desconhecido

Pesquisa realizada no site:
http://users.prof2000.pt/zemaria/Poesia.htm