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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A Matemática segundo Jobim

Pra que dividir sem raciocinar
Na vida é sempre bom multiplicar
E por A mais B Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você
Por uma fração infinitesimal,
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal
Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão
Prá finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você.
António Carlos Jobim/Marini Pinto (1958)
Pesquisa realizada no site:
 http://matematica.com.sapo.pt

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ROCK da MATEMÁTICA

AQUI

Eu sei que dois mais dois são quatro
três mais três são seis
quatro vezes cinco vinte
duas vezes oito dezasseis.
 
Mas fico louca
fico louca com as equações!
Eu já consigo fazer tudo
mas não consigo resolver as equações.
 
As equações, oh não!
As equações, oh não!
As equações, oh não!
As equações, oh não!
Eu já consigo fazer tudo
mas não consigo resolver as equações.
 

Há conjuntos infinitos

e conjuntos singulares
há conjuntos muito chatos
cheiinhos de números pares...
 
Mas fico louca
fico louca quando entro em choque
quando entro em choque com o “S’tor”
porque eu só gosto de conjuntos rock!
 
Conjuntos rock, oh yé!
Conjuntos rock, oh yé!
Conjuntos rock, oh yé!
Conjuntos rock, oh yé!
quando entro em choque com o “S’tor”
porque eu só gosto de conjuntos rock.
 

Há milhões de propriedades

expressões p’ra resolver
símbolos para adivinhar
e mil coisas p’ra fazer...
 
Mas fico louca
fico louca com a tabuada!
Eu já consigo fazer tudo
mas não consigo decorar a tabuada.
 
A tabuada, oh não!
A tabuada, oh não!
A tabuada, oh não!
A tabuada, oh não!
Eu já consigo fazer tudo
mas não consigo decorar a tabuada.
 
Esta história da Matemática
tem muito que se lhe diga.
Quando percebo acho graça
quando não, acho uma espiga.
 
E fico louca
já não consigo fazer mais nada
Então esqueço tudo
as equações, a confusão e a tabuada
 
A matemática, oh não!
A matemática, oh yé!
A matemática, oh não!
A matemática, oh yé!
Então esqueço tudo
as equações, a confusão
e a tabuaaaada!!!!!!!!!!
   
Autor:
Teresa Martinho Marques

Pesquisa realizada no site:
 http://www.saborsaber.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Resolução de Equações

Uma equação é fogo para se resolver
é igualdade difícil e de grande porte
é necessário saber todas as regras
e ter até uma boa dose de sorte.
A primeira coisa a ter em conta
quando se olha uma equação
é ver se tem parênteses,
é que umas têm outras não.
Se tiver, é por ai que tudo deve começar.
Sinal "+" antes: fica tudo igual.
Mas tudo o que vem a seguir se deve trocar
se antes do parênteses o "-" for o sinal.
A seguir...alerta com os denominadores!
Todos têm que ter o mesmo para se poder avançar.
Os sinais negativos antes de fracções
são degraus onde podem tropeçar.
É preciso não esquecer nenhum sinal
e estar atento ao coeficiente maroto
e se um termo não interessa de um lado
muda-se o sinal e passa-se para o outro.
Quando a incógnita estiver sozinha
podemos então dar a tarefa por finda. 
E então,
sem nunca esquecer o que foi feito,
escreve-se o conjunto solução.

                                  Autor: Desconhecido

Pesquisa realizada no site:
http://users.prof2000.pt/zemaria/Poesia.htm

O gráfico do amor

Um dia, vivi um amor!
Gostoso, atencioso, caloroso...
A intensa necessidade de estar era notória,
Meu amor aumentava, e sua correspondência também...
Muito mais do que a minha, ...
As manhãs eram gostosas,
As tardes eram alegres, e
As noites? quentes...ah...
E o tempo passando...
Meu amor foi crescente...
Situado ao primeiro quadrante...
Sem defeitos, sem tristezas...
Tendia ao infinito por vontade...
Mas existe amor eterno?
Será que cresceria eternamente?
Existe um tempo, onde uma causa...
Imperdoável causa esta, que nos entristece..
Que leva ao tombo, ao fim, ou ao intervalo?
Esperança minha que seja um intervalo...
Mas que grande intervalo...
Retrógrado, para partir do mesmo ponto..
Para recomeçar com a mesma intensidade...
Mas o infinito existe, existe o para sempre?
Ou o infinito é um pensamento imaginário...
Desejoso e necessário ao coração, às emoções...
O crescer pode até não ser infinito,
Mas sonho com a tranqüilidade, com a bonança...
Com o equilíbrio das emoções...
Ainda sonho com o meu amor...
Quem sabe voltando para mim....
Autor: June Cunha de Araujo 

Pesquisa realizada no site:
http://www.somatematica.com.br/poemas.php

O quociente e a incógnita


"Às folhas tantas do livro de matemática,
um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base.
Uma figura ímpar olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua uma vida paralela a dela até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?" - indagou ele com ânsia radical.
"Eu sou a soma dos quadrados dos catetos,
mas pode me chamar de hipotenusa".
E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética,
corresponde a almas irmãs, primos entre-si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão retas,
curvas, círculos e linhas senoidais.
Nos jardins da quarta dimensão,
escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do universo finito.
Romperam convenções Newtonianas e Pitagóricas e, enfim,
resolveram se casar, constituir um lar mais que um lar,
uma perpendicular.
Convidaram os padrinhos:
o poliedro e a bissetriz, e fizeram os planos, equações e diagramas para o futuro,
sonhando com uma felicicdade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos
e foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, vira monotonia.
Foi então que surgiu o máximo divisor comum,
frequentador de círculos concêntricos viciosos,
ofereceu-lhe,
a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, quociente percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade.
Era o triângulo tanto chamado amoroso desse problema,
ele era a fração mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade,
como, aliás, em qualquer Sociedade ..."
Autor: Millôr Fernandes 

Pesquisa realizada no site:
http://www.somatematica.com.br/poemas.php

Amormetria



Dê-me um apoio (centro)
Num piscar de olhos me transformo em um compasso
Giro 90º, 180º, 270º, 360º graus
Volta completa na circunferência chamada vida.

Dê-me uma régua ou uma trena
Com ela conseguirei medir ou não nossa distância
Que parece infinita.

Dê-me um transferidor para medirmos os graus do nosso amor.
Um esquadro
Quem sabe ele possa nos enquadrar.

Dê-me um ponto
Por ele passarei infinitos segmentos de sentimentos
Paixão, amor, raiva, ressentimento, gratidão...

Só não me limite com dois pontos
Pois, não saberia que segmento de sentimento
Passaria por eles.

Autor: Edi Santana Barbosa

Pesquisa realizada no site:
http://www.somatematica.com.br/poemas.php

Equacionando o amor


Considerando a seguinte afirmação:
O amor é o produto de um homem com uma mulher.
Chamando eu (o homem) de a e você (a mulher) de b, temos:
amor = a*b
Agora, se somarmos a segunda potência do homem com a segunda potência da mulher e o amor de cada um formaremos o trinômio quadrado perfeito:
a*a + 2*a*b + b*b
Porém, se extrairmos a raiz quadrada dessa equação irá sobrar apenas eu e você, ou seja, irá sobra a+b, pois (a+b)*(a+b) = a*a + 2*a*b + b*b.
Agora eu pergunto: Cadê o amor? Será que ele não existe? A resposta é essa: O amor existe, mas não podemos vê-lo porque está em nossos corações. Amo-te muito, mesmo que você não perceba, não quer dizer que este amor não exista.

 Autor: Renato Bezerra Kato

Pesquisa realizada no site:
http://www.somatematica.com.br/poemas.php

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor e Matemática

Fiz um calculo exato para conquistar meu amor,
Com a circunferência de um raio de emoção.
Calculei milimetradamente suas arestas,
Com o tempo de vida do meu coração
Descobri meu amor na matemática,
Numa operação somei sua virtude,
Logo diminui seus defeitos,
Multiplicando a sua personalidade
Como professor de matemática que sou,
Fiz uma conta exata, que nada sobrou.
Sua baixa verticalidade foi igualada,
Com horizontalidade do ninho do nosso amor.
Quando começamos usei a aritmética.
Com a chave do tempo fizemos um conjunto.
A soma de nossos sentimentos era o universo.
E a paixão veio forte, em progressão geométrica
Dividi comigo a sua tristeza, alegria e emoção.
Tangenciei uma perimetral na sua fonte.
Lotiei seu corpo em formas arredondadas.
Para que coubessem no meu coração.


Pesquisa realizada no site:
http://www.poemas-de-amor.net/amor_e_matematica